quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

ENTREVISTA COM A ESCRITORA TAMMY LUCIANO

Entrevista exclusiva que eu fiz com a atriz carioca, jornalista e escritora Tammy Luciano. Ela foi colunista do JB online e do site Baguete Diário. É autora dos livros “Fernanda Vogel na Passarela da Vida” e “Novela de Poemas” e recentemente lançou “Sou Toda Errada”.
fonte: LC

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

CD POEMAS DE MIL COMPASSOS

CD Poemas de Mil Compassos Vol. 01 (álbum/2009). Neste ano de 2009 o livro “Poemas de Mil Compassos” com organização de Elenilson Nascimento foi publicado, com participação de 51 poetas de todas as partes, inclusive de Portugal. Agora, de repente, não mais que de repente, surge o CD “Poemas De Mil Compassos Vol. 01” com alguns desses poemas e um monte de bônus tracks. E como disse o Waldick Garrett no livro: “Escritores são artistas e artistas não entram em extinção!”. Confira abaixo o tracklist:
1. PERNA - Érika Machado
2. ALGUMA POESIA – Artur Gomes
3. URGÊNCIA - Maurício Zerk
4. INQUIETAÇÃO - Gaspar Silva
5. MELANCOLIA - Sueli Aduan
6. GATAMIA - Leandra Lil
7. BALADAS & SUSPIROS NO CARCÉRE DE INSIGHTS - Elenilson Nascimento
8. SE HÁ PAZ, SEI QUE O FAZ - Daniel Matos
9. ENTRE A VIDA E A MORTE - Eliane Silvestre
10. VOOS DA ALMA - Andréia de Oliveira
11. MEU DELEITE DERRAMADO - Ricardo Vieira
12. DE ONDE VEM A POESIA? - Brunno Andrade
13. COMENDO PEDRA - Márcio Mello
Bônus Tracks:
14. ESCREVA SUA HISTÓRIA - Toni Garrido
15. AUTO-INTERPRETAÇÃO - Elenilson Nascimento
16. DIÁLOGO ONÍSSORO - Cabeza Marginal
17. ME DIGA, FRANCISCA - Marina Lima
18. SECADOR, MAÇÃ E LENTE - Érika Machado
19. NOBRE VAGABUNDO - Márcio Mello
20. CAPITU - Zélia Ducan
21. FILTRO SOLAR - Pedro Bial
22. SAMBA DE VERÃO/GAROTA DE IPANEMA - Marcos Baô
23. SONETO DO AMOR TOTAL/SAMBA EM PRELÚDIO - Vinícius de Moraes c/ part. Quarteto em Cy

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artwork: Elenilson Nascimento/Ewerton Thiago/Hugo Rafael Soares
fonte: Poemas de Mil Compassos

sábado, 5 de dezembro de 2009

FLUINDO SABORES, AMORES, APTIDÕES, AÇÕES E REAÇÕES

“O mundo é virtual. Integralmente vivo, uma imensa reserva de virtualidades onde nutrimos temores e projetos, imaginamos e desejamos...”Por João Carlos Freitas*
Neste contexto social em que presenciamos atrocidades corriqueiras, o que caracteriza nossa cultura de fato? Seria a Arte ou a Imbecilidade? Realmente é subjetivo crer no poder da inocência brasileira somada a sua trágica complexidade. Não é completamente exato, mas de fato, “ser” sem ao menos “entender” nossa paradoxal irreverência é no mínimo cruel. No entanto, somos espectadores de cenas de horror voltada a “comédia-romântica” temperada com um vasto suspense de arrancar os cabelos, já que notícias e mais notícias são despejadas sobre nossas refeições todos os dias.
O importante é não perder a consciência, apesar dos “acasos” e “descasos” de uma terra inglória. O légitmo e considerável é filtrar os inocentes mesquinhos dessa miserável condição. Como?
Talvez com o método psicodinâmico que nossa sociedade nos envolve, ou quem sabe com a emblemática filiação político-partidária de nossos caríssimos parlamentares ocupados.
Tudo bem… somos fúteis “filhos da mídia”.
Já que qualquer representatividade de arte genuinamente brasileira (esqueçam a “arte” de Delúbio e Genoino!) encontra-se em estado de decomposição, pois seus principais colaboradores, por falta de incentivo financeiro, são impactados pelos obstáculos pujantes da contemporaneidade. E, por vezes, é (in)justamente essa atual pseudo-estética sociológica e filosófica a grande mantenedora de cartas marcadas, fazendo com que grandes pensadores mantenham-se no anonimato, privando a “pura” pátria de desfrutar novas e variadas letras.
Contudo, com o livro “Poemas de Mil Compassos” (Clube de Autores), organizado por Elenilson Nascimento, esperamos e acreditamos, ainda, no conhecimento despertador da consciência individual para com a realidade iminente, fluindo sabores, amores, aptidões, ações e reações.*João Carlos Freitas é um excelente poeta de Brasília-DF, também participou da antologia “Poemas de Mil Compassos” da Coleção Literatura Clandestina/2009 e escreve também no blog Vulto.
Aproveite e leia também a entrevista que o João Carlos fez com a também poeta Andréa C Migliacci
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fotos: divulgação

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO – Part 1

“E nessa perspectiva, vilões surgem na deterioração dos valores, como representantes natos da amoralidade dessa era...”Por Andréia de Oliveira*
“Finalmente mais uma guerra cheia de mentiras acabou...”, são essas as palavras iniciais da apresentação desse livro de capa impactante, cujo nome pode soar como uma blasfêmia aos ouvidos dos mais puritanos. Não sem razão, Elenilson Nascimento, seu autor, expõe inicialmente um destemido e consciente discurso sobre os principais problemas da atualidade, enfatizando as dificuldades de se escrever em um país onde a educação cada vez mais entregue a interesses políticos reproduz crescentemente legiões e mais legiões de seguidores de uma cultura pasteurizada e superficial. Assim, nessa sua proposta de elucidação das verdades não ditas, o escritor remonta-se ao axioma nietzscheziano do aniquilamento das crenças divinas para reportar-se a inoperância de Deus face às barbaridades do mundo.
Dessa maneira, a despeito do título, que de imediato pode está associado a uma coletânea de obscenidades emitidas por um ateu convicto, o autor baiano expõe, ainda na Apresentação da obra, um intrigante diálogo com Deus, a quem lhe atribuiu, a missão de desvelar as faces ocultas da raça humana, por meio do que denomina ser a escrita de “verve maldita”.
Assim, como a belíssima ilustração da capa do livro, Elenilson mantém-se como uma espécie de anjo caído, de olhos vendados para os Jardins do Éden, recriando a beleza perdida por meio do lirismo de suas palavras, distancia-se do mito da perfeição divina, aproximando-se, com isso, cada vez mais do universo dos homens. E são muitas as alusões aos atos de um Deus “impiedoso” e “cruel”, tão qual é retratado nas construções do Antigo Testamento, no cerne da constatação de que os homens foram jogados no mundo entregues a sua própria sorte e estão suscetíveis a toda espécie de vilania e discriminação.
MATRIX – Talvez seja um pouco lunático, mas extremante plausível, estabelecer um elo de ligação entre esse jovem escritor com o herói cibernético Neo, do filme “Matrix”, visualizando-o como uma aberração ou vírus que assola o programa mestre que gerencia nossa realidade e nos conduz aos ditames do senso comum. Como um recém liberto das amarras da caverna nossa de interesses e alienação cotidiano, que tem acesso instantâneo ao universo das verdades ocultas e ainda um pouco tonto com tanta informação, Elenilson passa, dessa forma, sua mensagem de forma bombástica e incendiária.
Muito além do fiel retrato da realidade doentia que cerca os domínios de nossas visões de mundo, propõe-se a libertação de todos os prisioneiros que se encontram acorrentados à escuridão das cavernas, dos templos, dos edifícios, dos lares e da própria sorte. E esse subliminar conclame de emancipação da mente humana ocorre de maneira sutil, irônica e inteligente através de uma linguagem metafórica, subjetiva, através do qual aborda uma temática que pode beirar o absurdo realista para os desatentos, ou simplesmente o realismo sensato para uns poucos que corroboram com a interpretação caótica do mundo.
Interpõe-se, em sua narrativa, alusões aos problemas sociais, a crise educacional, a pedofilia, a corrupção, as traições, as infidelidades amorosas e de outros elementos oculto sob a moral de conveniência dos tempos presentes. E nessa perspectiva, vilões surgem na deterioração dos valores, como representantes natos da amoralidade dessa era, como no caso do pedófilo do conto “O aliciador de Melissas”, representante nato da amoralidade dessa era, enquanto os mocinhos umedecem as nossas vistas secas, sinalizando com esperança a possibilidade de vitória dos excluídos, a exemplo do personagem do conto “O vendedor de picolé que amava Capitu”.Ressoam-se, dessa maneira, os ecos da voz desse “herege compulsivo”, a quem não cabe a denominação do sentido literal da palavra, mas com toda certeza uma abstração alegórica inserida na percepção dos que descortinaram os véus da realidade e permanece assim junto a ela como um observador atento. E, por essas razões, as palavras de Elenilson Nascimento expressam-se aos leitores, como uma espécie de monólogo interativo, onde personagens angustiados e esquizofrênicos ganham vida, subsistindo em universos isolados, não como uma estratégia de fuga, mas sim como um recurso de sobrevivência em mundo caótico por natureza.
Por mais contraditório que possa parecer essa mesma realidade padronizada, por mero decreto, cria e abriga toda uma diversidade de anomalias e deserções que nada mais reflete do que o espelho imperfeito de uma sociedade doentia e disforme. Dentro dessa visão, surge a figura do Sir. João Grandão do conto introdutório do livro, “Todo mundo amplia a paranóia que cria”, um comentarista famoso de televisão que profere seu discurso sensacionalista carregado de colocações antiéticas bem aos moldes da típica programação midiática líder de audiência.
Esse personagem, em especial, que vive em um universo de excentricidades, egocentrismos e pretensões de toda sorte, construído engenhosamente por sua personalidade metódica e neurótica para ocultar as frustrações de uma carreira artística mal sucedida, possui ainda devaneios alucinógenos, autodenominando-se como crítico de arte. Contudo, como tudo nesse homem é verdadeiramente falso e efêmero, Sir. João Grandão, ex-adepto da teoria revolucionária de Stiglitz de combate à globalização dos mercados e admirador da irreverência de Tom Zé, assisti a sua própria degradação às voltas com críticas moralistas por conta de mais uma de suas declarações bombásticas e o ressurgimento de um câncer.
Se esse homem é apenas mais uma aberração atípica desse mundo, obra do acaso ou do destino previamente traçado, não se sabe. Essa é uma reflexão que pode surgir após a leitura desse conto. Em seu estilo provocativo, carregando de abstrações metafóricas e analogias, Elenilson intervém na narrativa com algumas considerações interessantes acerca da caracterização do personagem, bastantes elucidativas. De qualquer forma, não é difícil encontrar tipos semelhantes ao Sir. João Grandão por aí, produzidos e ejetados pela paranoia do sistema social em que vivemos. É assim, como o mundo padronizado carrega consigo o dom nato da auto contradição, eis que surge um outro personagem, desses lunáticos e enigmáticos, no conto “O homem que se espremia no traje da cor do mundo”.
Miranda, um típico homem, desses fabricado pela futilidade da pós- modernidade, depara-se com a realidade do mundo ante a imagem da cruz estigmatizada do sofrimento de Cristo. Um entre tantos outros que espera pela vinda do filho de Deus como um bálsamo para as dores do mundo, encontra-se só e desprotegido, reagindo a tamanho desamparo com o cinismo, desinteresse e inércia, ante a realidade que o rodeia. Ou seria esse mesmo homem, o Miranda, uma criatura sensível demais para pertencer ao universo das misérias cotidianas que encontrou à perfeição dos reinos dos céus, sozinho e isolado, se refugiando na música harmoniosa de um piano? Essas e outras questões podem ser despertadas, a partir da leitura dessa narrativa, onde se questiona a possibilidade de sobrevivência dos chamados idealistas na sociedade presente. Não sem propósito seria, também, a discussão sobre o possível retorno do Cristo, verdade alimentada pela crença religiosa, nesse mundo de violência, injustiça e superficialidade.
São essas temáticas conflituosas, angustiantes e polêmicas que são abordadas nos dois contos iniciais do livro que parecem surgir como uma contraparte à proliferação dos títulos de auto-ajuda em sua tentativa de criação estilizada do sonho americano da eterna felicidade. Seguindo a linha dos bons ficcionista em suas abordagens psicológicas e sociais, o autor mistura fantasia e realidade, reproduzindo através de seus personagens e histórias, retratos em preto e branco das personalidades que brotam do estado inerente do caos humano. Toda essa caracterização atemporal da condição humana, acrescida dos dramas presente na depreciação dos valores da sociedade contemporânea estão presentes em “Memórias de um Herege Compulsivo”, num livro que reúne 30 contos do escritor baiano Elenilson Nascimento, publicado pela Editora Clube de Autores em setembro de 2009. (“MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO”, de Elenilson Nascimento, 303 págs, Rio de Janeiro, 2009 – Clube dos Autores)

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*Andréia de Oliveira é poeta baiana, bacharel em Ciências Econômicas pela UFBa, com especialização em Metodologia e Didática do Ensino Superior e Novas Tecnologias, membro da Ordem Rosacruz, instituição e fraternidade filosófica e cultural. Tem trabalhos publicados na antologia “Poemas de Mil Compassos” da Coleção Literatura Clandestina, além de outras antologias. Escreve também no blog
Voos da Alma. Contato: andreiamelo7@hotmail.com
fonte: A. de Oliveira/Voos da Alma

domingo, 22 de novembro de 2009

TROCANDO FIGURINHAS COM O LEO JAIME

A impressão que se tem é que a primeira condição para se viver Cazuza na ficção é se chamar Daniel. No cinema, Daniel de Oliveira interpretou brilhantemente o cantor em “Cazuza — O Tempo não Pára” (*se bem que eu achei que o filme ficou muito a desejar). Agora, o novato Daniel Granieri deu vida ao músico no especial “Por Toda a Minha Vida”, da Globo, que eu até já baixei pelo YouTube. Adorei a maneira que foi produzido o programa – CLIQUE AQUI.
Quando Cazuza morreu, em 1990, o paulista Granieri tinha apenas 12 anos, mas já curtia o som que ele fazia. Tanto que, segundo o ator, não demorou muito para se aprofundar na poesia do músico e fazer de suas canções seu lema. No programa, Daniel foi Cazuza a partir dos 15 anos.
Essa semana troquei até umas ideias com o sempre simpático Leo Jaime, pelo Twitter, sobre o especial da Globo, já que Leo também foi citado no programa.
foto: reprodução

sábado, 21 de novembro de 2009

O POETA PORTUGUÊS GASPAR SILVA FALA DO HEREGE

“De pensar que na surdina foram feitos os golpes, foram feitas as crises, as trincheiras, as mortes, as vidas, os fetos, as afetividades, os discursos, as depravações...”No dia 23/10, no blog “O País da Tanga”, do meu amigo e poeta portuga Gaspar Silva, foi publicada uma pequena nota sobre o “Memórias de um Herege Compulsivo”:
“Elenilson Nascimento, poeta e escritor brasileiro, de Salvador – Bahia, com vários livros editados, acabou de publicar mais uma obra, "Memórias de um Herege Compulsivo".Graduado em Letras e Jornalismo, pós-graduado em Metodologia do Ensino, mestrando na área de Comunicação e que até hoje se pergunta para que entrou em faculdades. Já participou de várias antologias pelo país, 1º Lugar no I Concurso de Literatura Virtual, classificado no II Prêmio Literário Livraria Asabeça 2003 e Menção Honrosa no IV Concurso Internacional de Poesias, em Cuba. Autor de alguns livros desaforados, duas peças venenosas e, assim, vai seguindo e experimentando dessa dor de fazer o novo diante de uma vanguarda feita de elite e de passado. Fixem este nome, pois estão na presença de um excelente mestre da arte da escrita que vai com toda a certeza, dar muito que falar.
"De pensar que na surdina foram feitos os golpes, foram feitas as crises, as trincheiras, as mortes, as vidas, os fetos, as afetividades, os discursos, as depravações, e ali às claras estavam sendo feitas as aparições de um vendedor de picolé que dentre em breve teria cara, como num paradoxo anunciado e imprevisível, não sendo mais clandestino, mas aqui afianço quase que num contrato, que a clandestinidade se faz para quem dela se vislumbre nada que seja óbvio e mesmo que violados, etiquetados, em código de barra, nos redimiremos como bons algozes por entre eles. Dessa forma, Memórias de um Herege Compulsivo vai cumprindo o seu papel...” Um livro instigante com 30 contos do autor baiano Elenilson Nascimento. Parabéns Elenilson.”fonte: O País da Tanga/Gaspar Silva

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CLUBE DOS AUTORES DÁ DESTAQUE A ENTREVISTA DE ELENILSON

O Clube dos Autores deu destaque – CLIQUE AQUI – a minha entrevista exclusiva para a revista zaP! No dia 31 de outubro, o autor Elenilson Nascimento foi entrevistado pela revista zaP! Em um bate-papo instigante, ele contou sobre o seu processo criativo, as suas obras e as suas visões de mundo.
Revista zaP!- Na sua opinião, o dom também pode ser construído? – Como?
Elenilson Nascimento- "Escrever é um vício, menos cansativo que o sexo e solitário, aliás, totalmente solitário. Pode-se dizer que a escrita é uma construção social, pois sempre precisamos do outro para começar e continuar escrevendo. Mas é um ato, muitas vezes, mórbido. Um fator determinante do nosso grau de familiaridade com o tal “dom escrita” seria a forma que aprendemos a escrever, que valor o texto escrito tem para nós e para a esfera social em que circulamos, a intensidade de leituras que fizemos ao longo da vida e a frequência com que produzimos textos. Um bom exemplo: eu sou muito mais lido nos blogs que eu participo, em especial no Literatura Clandestina, do que nos meus livros. Sendo assim, esses detalhes funcionam como uma fórmula para os que desejam amadurecer a escrita e melhorar o desempenho em relação aos textos produzidos: escreva independente da quantidade de leitores!"
Revista zaP!- Como e por que a literatura pode contribuir para esse aprendizado?
Elenilson Nascimento- "Cada país, cada povo, tem os representantes que merece. Uma das coisas mais comuns de ouvirmos do senso comum em relação ao universo político, educacional e artístico brasileiro é a máxima de que aqui só há corruptos. A frase é ilustrativa do quanto o brasileiro exime-se quando se trata de assumir as responsabilidades pelas mazelas nacionais, pela educação ruim e pela cultura de quinta que produzimos. Falamos como se Brasil, em especial o Distrito Federal, fosse uma terra maligna fértil de onde brotam espontaneamente políticos nada dignos e sempre dispostos a corromperem e serem corrompidos. Ora, o que há de bom e de ruim aqui no Brasil é nada menos que o produto da exportação de todos os estados do país, de todos os eleitores brasileiros. Brasília, por exemplo, tem o que nós, como cidadãos e eleitores, enviamos das urnas para lá. Eu acredito que os artistas brasileiros – formadores de opinião – se dobraram a ditadura do "politicamente correto". Eles se omitem diante das crises desse governo do "nada sei" que ajudaram a eleger, além de que, o senhor Presidente, só não sofreu um impeachment até agora por incompetência da oposição. Os "formadores de opinião" costumam agir em bando. Eles só querem sempre ser bonzinhos, de esquerda, do bem – e, muitas vezes, nem refletem sobre o que estão dizendo. O nosso meio literário é cheio de acadêmicos e estrelinhas metrosexuais, ou seja, tudo isso é deprimente. É muito mais interessante você consumir leitura de blogs espalhados na rede do que só comprar livros de listinhas produzidas por revistas semanais. É preciso com urgência promover amplamente, desde a primeira infância, a leitura de livros de literatura, criando as condições necessárias para o contato contínuo do público infantil e juvenil com o universo literário. É possível sim transformar o Brasil em um país de leitores. O que entendemos por um país de leitores e o que esperamos dele. O problema é como fazer para que as ações existentes de promoção da leitura possam convergir para uma atuação conjunta na construção de um país leitor? Já foi provado que oficinas literárias são necessárias para agregar técnica ao talento de um escritor. Essa troca de experiências é essencial para a formação de qualquer aspirante a literato. Mas a mídia reduz a nossa literatura em segmentos de mercado. O leitor deixa de existir em detrimento da lógica do consumo. O grande drama do jornalismo literário e da própria literatura no Brasil é que jamais se tentou criar um mercado de leitores no país. Daí a pergunta: para quem se dirige os livros produzidos? País com baixa densidade de leitores, o mundo literário não passa de uma ficção, de terreno para viagens egocêntricas."
fonte: Clube dos Autores

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O RENASCIMENTO DAS LETRAS BAIANAS PELAS MÃOS DO HEREGE ELENILSON NASCIMENTO

“Nessa nossa débil cultura baiana da alegria extasiada, estampada nos rostos dos que correm atrás do rio, eis que surge o proscrito maldito: a escrita realista, sagaz e inteligente do escritor baiano Elenilson Nascimento.”
Por Andréia de Oliveira

Já se passaram muitos carnavais desde que Luís Caldas inaugurou, por meio dos passos estranhos do fricote, o Reino do Axé na Bahia, decretando, assim, a veiculação da ideia, comprada quase que imediatamente pela mídia nacional, da suprema alegria do povo baiano, como se todos aqui vivessem em um estado de êxtase coletiva com braços para cima correndo atrás do último trio elétrico.
Errônea ilusão dessa nova terra de faz-de-conta, tão insana que é capaz de seduzir a juventude aburguesada do “sul-maravilha”, arrastando ainda a molecada dos desfavorecidos dos quatro cantos do país, que todos os anos lotam essa centenária cidade em uma peregrinação profana rumo a uma meca imaginária.
E, assim, sobrevivemos em meio aos cabelos reluzentes das deusas do trio elétrico de plástica perfeita e dança irretocável, rememorando os grandes feitos dos heróis da inteligência do passado, bebendo esse nosso café requentando de cada dia, salvo as opções extras do nosso menu artístico, que vez por outra, surgem para nos aliviar dessa nossa letargia cultural.
E a Bahia, essa terra mística da magia que amarga as mil contradições dos filhos da senzala, tão sabiamente retratada no passado por meio dos romances histórico de Jorge Amado, produz, de tempos em tempos, os filhos da indignação que por seu olhar crítico e audaz destrincham e desmontam os alicerces da sociedade.
Nesse contexto, insere-se o livro do escritor baiano Elenilson Nascimento, “Memórias de um Herege Compulsivo” (Clube dos Autores), uma coletânea com 30 contos de estética original e conteúdo polêmico, que nos remete ao âmago das raízes obscuras do gênero humano, em sua capacidade impar de gerar os males de uma sociedade que a cada dia agoniza mais, vítima da metástase das células cancerosas do seu próprio ser.
São histórias emocionantes, resgatadas da cruel realidade que não ilustram cartões de visitas, narradas em linguagem crítica e sagaz, recheadas de metáforas envoltas em tons de lirismos perdidos das letras.
Mas o grande diferencial, entretanto, desse autor baiano, seria a sua habilidade em contextualizar suas histórias em face dos diversos aspectos da sociedade atual, penetrando em questões inerentes aos aspectos psicológicos, sociais, políticos e educacionais. Nesse sentido, seus personagens seriam o pano de fundo para a expressão de sua voz consciente, audaz e inconformada, ecos de um dos poucos sobreviventes de uma geração que não se rendeu aos apelos do sistema, nem a superficialidade das idéias presentes , que surgem tão vivamente nessa nossa mórbida cena cultural baiana, enaltecida, apenas por nomes consagradas de um distante, passado de efervescência intelectual, criativa e musical. (“MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO”, de Elenilson Nascimento, 303 págs, Rio de Janeiro, 2009 – Clube dos Autores)
>>> CLIQUE AQUI e adquira o livro direto com a editora. AQUI e conheça o blog do livro. E baixe AQUI também o CD “Poemas de Mil Compassos Vol. 1”, com organização de Elenilson Nascimento e vários poemas recitados e muitos bônus tracks.
fonte: A. de Oliveira/Voos da Alma

domingo, 1 de novembro de 2009

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM ELENILSON PARA A REVISTA ZAP!

“Entramos no século XXI com todas as possibilidades científicas e tecnológicas de superação das nossas condições de desigualdade econômica e sócia, mas infelizmente a realidade brasileira não confirma essa tese. Ocupamos o segundo lugar em mortes por armas de fogo em todo o mundo, temos 25 milhões de miseráveis e uma educação formal deficitária.”Hoje foi publicada uma entrevista exclusiva para a revista eletrônica ZAP!, onde fui questionado pela jornalista Elizabeth Misciasci sobre o verdadeiro valor da literatura, se a escrita é uma vocação ou um ofício, como sobreviver como escritor, visibilidade, ingresso no mercado editorial, maior penetração nos círculos intelectuais, sobre a presença hegemônica dos Estados Unidos, educação, cultura sustentável, Internet, poesia concreta, linguagem construtivista, o mercado das antologias, poesia surrealista, matéria-prima do poeta, mercado editorial e muito mais. “O ex-professor, atual escritor e jornalista, (repórter especial e colunista) do "Valor Cultural" Jornal de Minas Gerais e blogeiro da Literatura Clandestina, nos conta um pouco de sua trajetória, e os motivos que o faz atrair um número importante de leitores.”
Revista Zap! – Quem o convenceu de que tinha talento?
E. Nascimento – Isso ainda não aconteceu. Nem em sonhos. Mas aceito ajuda.
Revista Zap! – Você acredita que realmente tem talento?
E. Nascimento – Nem se eu ganhasse o Nobel de literatura. Nem se Saramago chorasse com um livro meu. Nem se o Fantástico fizesse uma matéria sobre mim. Nem se Jorge Amado me falasse de joelhos.
Revista Zap! – Você percebe algum aspecto incomum na Literatura Brasileira?
E. Nascimento – Incomum? Vejamos. Um cara que tem um blog, escreve bem, mas que ainda não tem um espaço cativo e que não é incentivado por ninguém. Isso só acontece num país como o nosso. Isso é muito chato.
Revista Zap! – E os planos? Há alguma projeção objetiva ou uma meta específica para o futuro? Qual (is)?
E. Nascimento – Não faço mais planos. Não sei se tenho mais objetivos traçados. Não acredito mais nisso.
Revista Zap! – Que conselho você daria aos novos autores, àqueles que estão começando?
E. Nascimento – Se jogue!
Revista Zap! – Você já sentiu vontade de esganar um crítico?
E. Nascimento – Esganar? Não. Mas abraçar também não. As críticas são corruptoras do pensamento dos que pensam.
Revista Zap! – Se Deus existe, o que Ele pensa sobre você?
E. Nascimento – Imagino que Deus não goste muito de escrit
ores.
fonte: Revista Zap!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SLIDE

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O POETA DI FREITAS E O HEREGE

Existem muitos grandes talentos no mundo das artes que estão a ser desperdiçados, pelo simples fato de os editores não os darem a conhecer ao grande público! E, obviamente, trata-se de uma enorme injustiça. Um bom exemplo é o poeta Di Freitas. Natural de Campo Grande-MS, ele é militar (*olha os braços do cara!), mas tem um texto de cunho social muito forte. Freitas também faz parte da antologia "Poemas de Mil Compassos" da Coleção Literatura Clandestina/2009. Nas fotos abaixo, o poeta com o meu livro “Memórias de um Herege Compulsivo”.fotos: divulgação

OLHOS VERMELHOS NO SITE SKOOB

Os textos que compõem esses “Olhos Vermelhos - Crônicas indesejadas num lento (e inútil) mergulho em direção ao nada no país dos bruzundangas e outros escritos” (2006) celebra o prazer da leitura – ao mesmo tempo em que lamenta, com o seu humor típico, que tantos autores importantes resistam tanto em dar prazer a quem peleja por suas páginas. Usualmente se espera que um resenhista seja o mais neutro possível – uma espécie de entidade impessoal. As resenhas de Elenilson Nascimento são exatamente o contrário. Um bom exemplo foi que, recentemente, os editores da importantíssima revista literária “Bravo” lhe pediram que resenhasse livros “a comentar de acordo com suas preferências pessoais”, onde ele poderia também abordar as circunstâncias nas quais tinha escrito as resenhas. A única limitação era esta: "não falar mal de ninguém". Agora, você também pode encontra esse meu livro no Skoob.
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imagem: divulgação

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

HEREGE DIVULGAÇÃO

foto: divulgação