sábado, 6 de novembro de 2010

O “JORNAL CORREIO DA BAHIA” PUBLICA REPORTAGEM BASEADA EM MATÉRIA DO “LITERATURA CLANDESTINA”

“A repercussão negativa das declarações fez Mayara se esconder. Desde o episódio, ela não aparece na Faculdade Metropolitana Unida (FMU), em São Paulo, onde cursa, à noite, o sexto semestre de Direito. O Caso já foi repassado a uma procuradora federal de Justiça.”Depois de eu ter publicado o caso da estudante demente Mayara Petruso, que parece que “gostaria de levantar uma muralha para separar o Nordeste do restante do país” e que, por ironia absoluta do destino, nasceu no mesmo ano em que os alemães puseram abaixo o Muro de Berlim, o jornal “Correio da Bahia” publicou matéria citando o LITERATURA CLANDESTINA.
E depois dos comentários preconceituosos feitos na internet, a universitária (*o que esse povo anda aprendendo nas faculdades?) sumiu na mesma velocidade com que excluiu seus perfis nas redes sociais. Para que está totalmente desinformando – clique aqui – na madrugada da última segunda, 01/11, logo após a eleição de Dilma Rousseff, ela pregou a morte de nordestinos no Twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”, escreveu.
Mesmo com essa manifestação de intolerância que ganhou a grande rede na ressaca eleitoral, é certo que essas “crias da boa São Paulo” continuarão a encher o Verão e o Carnaval da Bahia. É certo também que serão muito bem recebidos, sem qualquer nesga do rancor que essa infeliz tentou propagar. O convite também vale para ela. Garanto que o máximo de risco que a Mayara vai correr será uma “emcoxa mais vigorosa” de algum filho de Gandhy tarado interessado em trocar saliva por colares. Coisa que, asseguro, a fará esquecer a estúpida ideia de nos afogar.
Mas o caso desta garota mostra quanto preconceito ainda existe no Brasil, principalmente com relação a nordestinos, pobres, gays e negros. Mesmo muita gente que não se definiria como racista acaba soltando um "é baianada" "é baiano" (em São Paulo) e "é paraibano" (no RJ) quando se vê algo ridículo, quando se faz uma besteira.
Eu só espero que este caso da Mayara leve as pessoas a pensarem melhor no assunto – não esqueçam que foi no Nordeste que o Brasil se iniciou, e só depois vieram os europeus para o sul ou sudeste para trabalhar ou fugindo da guerra – então tenham mais respeito com este povo. SOMOS TODOS BRASILEIROS.
Aos pais: eduquem melhor os seus filhos para respeitarem todos os seres humanos, independente de onde tenha nascido, da cor da pele, opção religiosa, política, sexual, ao invés de acharem que as faculdades vão fazer isso! Mas como no Brasil as coisas andam com os seus valores deturpados, se brincar, é bem capaz que no final esta garota infame ainda venha saindo ganhando com esta "fama" e talvez seja a próxima capa da “Playboy”.
imagem: reprodução

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