sábado, 23 de julho de 2011

A BAHIA EM MAIS UMA TRISTE ESTATÍSTICA (Part 2)

Entra-se em qualquer shopping, em Salvador, porque todos são iguais, pois na Terra de Todos os Santos não existe mais outros locais de lazer. A orla é um favelão. Os parques não existem mais. O Centro Histórico é risco de vida. A Paralela é uma quentura dos infernos por causa da ganância dos empresários da construção civil e seus vários empreendimentos que estão destruindo as últimas reservas nativas da capital. E a Bahia vive no tempo do compra-se, assiste-se, consome-se.

Estamos nos USA baiano sem que os USA tenham qualquer despesa ou problema. Só lucro. A água, a energia, as relações de trabalho, os velhos costumes, o purgueiro, os puteiros, as macróbias, são todas locais. O lucro do royalty, do modelo, das bugigangas vai. Saídos da ilha continental dos shoppings, volta-se à Baía. O jovem que, dentro deles, usa lixeira, nas ruas da cidade se atualiza brasileiro e atira a lata de refrigerante pela janela.

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fonte: LC, 20/07/11

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