Ele já circulou entre presidentes, ministros, altos executivos. Viaja constantemente pelo país e para o exterior e não sai das caóticas pontes aéreas. Visto assim, à distância, o cotidiano do Tão Gomes, amigo íntimo do Arnold, parece ser puro glamour. Mas é feito de suor, estudo e disciplina, como ele mesmo conta nessa entrevista exclusiva (*que eu quase pensei que ele tinha desistido). Alguns amigos dizem que o Tão Gomes é um dinossauro do jornalismo. Ele rebate à altura: "Dinossauro é marca registrada do Joel Silveira. Eu, no máximo, sou um elefante, um bicho que se lembra de suas vidas passadas". Para ele, cada trabalho é uma "experiência renovadora". E elas são muitas, já que começaram no ano de 1962. Tão é um crítico feroz da cultura brasileira que conseguiu definir ironicamente o espírito dos tempos descrevendo um cenário comum na classe média intelectualizada, conversa com se estivesse num jantar inteligente, no qual os comensais da morte, entre uma e outra taça de vinho chileno, se cumprimentassem mutuamente por sua “consciência social”.
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fonte: LC, 26/07/11
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