sábado, 2 de julho de 2011

GUIA DE UM INCENDIÁRIO DE CASAS DE ESCRITORES

Não que as bibliotecas ardendo no fogo do Inferno fossem mais espetaculares do que as florestas, porque não eram. Mas dos livros desprendia-se um perfume, digamos, mais vibrante, um brilho, digamos, mais intenso, um uuh-uuh, digamos, mais acrisolado. Os livros a arderem me faziam sentir vagamente triste. E era exatamente essa tristeza vaga que me enchia de felicidade. E foi essa felicidade que eu senti ao ler as páginas do livro “Guia de um Incendiário de Casas de Escritores”, de Brock Clarke.

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fonte: Comendo Livros, 17/06/11

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