Não que as bibliotecas ardendo no fogo do Inferno fossem mais espetaculares do que as florestas, porque não eram. Mas dos livros desprendia-se um perfume, digamos, mais vibrante, um brilho, digamos, mais intenso, um uuh-uuh, digamos, mais acrisolado. Os livros a arderem me faziam sentir vagamente triste. E era exatamente essa tristeza vaga que me enchia de felicidade. E foi essa felicidade que eu senti ao ler as páginas do livro
“Guia de um Incendiário de Casas de Escritores”, de
Brock Clarke.
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fonte: Comendo Livros, 17/06/11
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