
Ainda sou do tempo em que boa música e bons interpretes eram medidos pela qualidade vocal e não por performances acrobáticas no palco. E, na nossa história recente dos muitos mitos, dos frágeis mitos, dos mitos decadentes, dos mitos complacentes, dos mitos perdidos, dos mitos moscas mortas, está repleta desses exemplos partidos – do cinema às artes plásticas, da música pop à erudita, do esporte à política.
E talvez seja por isso que a morte de Whitney neste sábado, 11/02, aos 48 anos, em Los Angeles, após uma vida na qual as drogas e um casamento infeliz e tumultuado terminaram por afundar sua carreira, uma das mais bem-sucedida de uma artista feminina negra na história da música. Whitney foi uma das vozes mais populares das décadas de 80 e 90 e se consagrou como estrela internacional graças à música "I Will Always Love You" que interpretou para o filme "O Guarda-costas" (1992), que protagonizou junto com Kevin Costner. Whitney flutuava ao cantar e inebriou, com suas canções e vídeos, gerações que, como a minha, cresceram bombardeadas pelos fenômenos midiáticos.
fonte: LC, 12/02/12
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